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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Artistas de Riachão do Jacuípe e Cruz da Almas vencem o Festival de Sanfoneiros


Luiz Pinto Saturnino, de Riachão do Jacuípe, na categoria até oito baixos, e Jeferson Dias Rios, de Cruz das Almas, na categoria acima de oito baixos, foram os grandes campeões do 5º Festival de Sanfoneiros, realizado na noite desta quarta-feira (23), no campus da Universidade Estadual de Feira de Santana. Como nos anos anteriores, o público prestigiou um dos mais expressivos instrumentos da manifestação popular nordestina, a sanfona. Cerca de 1.200 pessoas lotaram as dependências do Auditório Central da Uefs.

   O 5º Festival de Sanfoneiros também premiou outros artistas. Na categoria até oito baixos, José Apóstolo dos Santos, de Alagoinhas, conquistou a segunda colocação, e Luís Gonçalves de Andrade, a terceira. Daniel Gomes Neto e José Tadeu de Oliveira Filho foram, respectivamente, o segundo e o terceiro na categoria acima de oito baixos.

   Além de troféus, os vencedores ganharam R$ 3 mil (para os campeões das duas categorias), R$ 2.500 (para os segundos colocados) e R$ 1.500 (terceiros colocados). Daniel Gomes Neto também venceu o júri popular e destaque especial do júri. Manoel Ferreira de Oliveira ganhou menção honrosa.

   Presente no Festival, o cantor e compositor Jota Sobrinho afirmou que a Uefs, através do Centro Universitário de Cultura e Arte, o Cuca, tem dado significativa contribuição para o resgate e a manutenção da cultura da Bahia com a promoção de eventos como o Festival de Sanfoneiros, do Bando Anunciador da Festa de Senhora Santana, que sai às ruas no mês de julho, e a Caminhada do Folclore, em agosto.

   Para o repentista Caboquinho, eventos como o Festival de Sanfoneiros orgulham a comunidade. Ele brincou ao afirmar que a paixão pela sanfona só não é maior que “a minha paixão pela viola, é claro, puxando a sardinha para o meu lado”. E ressaltou que a administração do Cuca e de toda a Uefs “está de parabéns pelo evento”.

    Envolvimento

   O reitor José Carlos Barreto ressaltou que o Festival de Sanfoneiros passou a ser uma festa não da Universidade, mas de toda a comunidade, que demonstra envolvimento cada vez maior. A diretora do Cuca, Celismara Gomes, disse que a cada edição do Festival “providenciamos espaços com capacidade maior que a do ano anterior para acolher o público, que sempre supera a expectativa”.

   A finalíssima do 5º Festival de Sanfoneiros começou por volta das 19h30 e só acabou nos primeiros minutos desta quinta-feira. O público permaneceu até o final, prestigiando os sanfoneiros e as diversas atrações convidadas pelo Cuca.

   Todo o espetáculo foi transmitido ao vivo através da internet pela TV Olhos D´Água, da Uefs. Nesta quinta-feira, a Assessoria de Comunicação da Uefs divulgará outras informações sobre o 5º Festival de Sanfoneiros e publicará um show de fotografias do evento no portal www.uefs.br.

   Marcaram presença, também,  o vice-reitor Genival Correa, a pró-reitora de Extensão Maria Helena Besnosik, os coordenadores de Extensão Washington Moura e Rita Breda, a diretora do Cuca, Celismara Gomes, a ex-diretora e idealizadora do Festival de Sanfoneiros Selma Soares, o coordenador do Festival, Jailton Silva do Nascimento, além de outros representantes da Administração da Uefs, das comunidades universitária e externa, como o secretário municipal de Educação, José Raimundo Pereira de Azevêdo.

Everaldo Goes - Ascom/Uefs

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Defesa Civil interdita box no Feiraguai


A Coordenadoria de Proteção e Defesa Civil interditou o box 16, localizado na rua K, no Feiraguai, na manhã desta quarta-feira (24). O local onde funciona um restaurante encontra-se com as paredes rachadas e corre risco de desabamento. 
A proprietária do box, Maria José Santos, conta que na última segunda-feira (21) um caminhão passou e puxou o fio da rede elétrica e derrubou parte da parede. “Por causa das chuvas não tivemos como fazer a reforma antes. Mas a partir desta quinta-feira (24), vamos iniciar os trabalhos de recuperação”, assegura.

O coordenador da Defesa Civil, Luis Américo Soares, informa que a área foi isolada temporariamente para não causar risco às pessoas que transitam pelo local. 

“Assim que tomamos conhecimento da situação tomamos todas as providências necessárias. Emitimos um auto de infração com o prazo de 15 dias para que a proprietária realize a reforma na estrutura”, explica.

Inscrição para Olimpíada de Língua Portuguesa vão até sexta


Estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio têm até o dia 25 de maio para se inscrever na Olimpíada de Língua Portuguesa, um concurso que premia as melhores produções de textos de alunos das escolas públicas de todo o país. A Secretaria Municipal de Educação promove encontros de formação continuada para professores de Língua Portuguesa que atuam na preparação dos estudantes.
Na rede municipal, os alunos participam nas modalidades que vão do 5º ao 9º ano do Ensino Fundamental. Após os encontros de formação, os educadores ministram oficinas preparatórias para os estudantes.

A Olimpíada de Língua Portuguesa tem caráter bienal e é realizada em anos pares. As categorias são assim distribuídas: poema para estudantes do 5º e 6º anos do ensino fundamental; memórias para o 7º e 8º anos do Ensino Fundamental; crônica para o 9º ano do ensino fundamental e 1º ano para o Ensino Médio; os estudantes do 2º e 3º anos do Ensino Médio vão concorrer com artigos de opinião.

As inscrições devem ser feitas pelos professores através do endereço eletrônico: http://www.escrevendo.cenpec.org.br/. Uma comissão mista, liderada pela equipe técnica da Secretaria Municipal de Educação, vai cuidar da seleção dos melhores trabalhos para representar Feira de Santana.

“Vai ser composta por professores da nossa equipe, da Universidade Estadual de Feira de Santana e outros organismos como a Direc 2 (Diretorial Regional de Educação, do Estado), explica a professora Vânia Santos Nascimento, coordenadora técnica.

A Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro é uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) e da Fundação Itaú Social, com coordenação técnica do Cenpec — Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária. São parceiros o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e o Canal Futura.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Saúde libera mais de R$ 14 milhões para o Hospital Aristides Maltez


O Ministério da Saúde divulgou no Diário Oficial da União desta segunda-feira (21/05) o aumento de R$ 14,588 milhões no valor que é repassado anualmente ao Hospital Aristides Maltez, unidade especializada em câncer na Bahia. Em fevereiro deste ano, o hospital ameaçou fechar as portas por falta de verbas.

Segundo as informações do diretor da unidade, Aristides Maltez Filho, o aumento na folha orçamentária foi acertado após uma série de reuniões com representantes do Ministério e da prefeitura e irá atender aos valores que o hospital necessita hoje. "Foi uma luta grande que passamos para conseguir aumentar a verba do hospital. Agora vamos esperar o Governo nos enviar o documento para assinar e comemorarmos esse aumento e a manutenção dos serviços do nosso hospital que é o único especializado em câncer em toda a Bahia", diz o diretor.

Maltez Filho salienta que, apesar da prefeitura ainda dever cerca de R$ 13 milhões ao hospital, a quantia não é de responsabilidade a ser cumprida no edital e deve ser negociada entre o hospital e os gestores da capital. "Já há o que comemorar com a manutenção dos serviços prestados", aponta.

Com o aumento das verbas, o Hospital Aristides Maltez foi adequado à Portaria 3.024, do Ministério da Saúde (MS), que prevê incremento de 20% no orçamento de média e alta complexidade para os hospitais filantrópicos que atendem exclusivamente pelo serviço público.

Risco de fechar

A crise foi gerada depois que a Liga Bahiana Contra o Câncer se recusou a assinar novo contrato proposto pela Secretaria Municipal de Saúde. "Além de [o contrato] não citar as dívidas já pendentes, ele prevê uma verba mensal de cerca de R$ 6,294 milhões, quando nós precisamos de R$ 7,600 milhões para manter o hospital funcionando", diz o diretor Aristides Maltez Filho. O custo adicional é decorrente da demanda crescente atendida pelo hospital e que tem sido rebatido pela Secretaria. "Sim, temos mais pacientes todos os dias, meses, anos. Mas eu vou negar o tratamento a uma vítima do câncer que chegar em nosso hospital? Vou devolver ele para onde?", questionou Maltez.

Por outro lado, a Secretaria pontuou que a quantidade atual de pacientes não estava prevista em contrato, o que Gilberto José, secretário de saúde do município, chama de "extra-teto", em termos orçamentários. "Sabemos e temos a sensibilidade para entender que não se deve negar atendimento a nenhum paciente, mas nós temos uma verba para repassar que, se o número de pacientes aumenta, nós não teremos dinheiro para suprir", avalia.
O Hospital Aristides Maltez fez 9,5 mil cirurgias em 2011, atendeu a 11.400 mil pessoas, com 169 mil aplicações de radioterapia, em 21.200 mil ciclos de quimioterapia. Trabalham no local 143 médicos e outros 943 funcionários. Os dados são da administração da instituição filantrópica, que é financiada com verbas federais, municipais e por doações de voluntários.

Chuva traz esperança à zona rural de Feira de Santana


A zona rural de Feira de Santana vive momentos de expectativa e esperança após as chuvas que vem caindo no município desde o sábado (19) e madrugada deste domingo (20/05). Apesar do índice pluviométrico pequeno, muitos agricultores começam a preparar a terra para plantar.
No povoado de Candel II, distrito da Matinha, agricultores acreditam que as chuvas já tem sido suficientes para diminuir os efeitos da seca. A exemplo da dona Antonia de Jesus Oliveira que com enxada em punho agradecia às chuvas. “A situação melhorou e dá para começar a plantar. Vou preparar a terra e plantar algumas fileiras de milho”, afirmou.

Esperançoso, o agricultor Arcanjo Ferreira da Silva avalia que ainda é necessário chover mais até que o campo esteja pronto para as sementes. “A chuva trouxe muita esperança e aliviou a seca que estamos passando, mas para começar a plantar ainda é cedo”, acredita.