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HOSPITAL MUNICIPA DE FEIRA

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segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Devinho Novaes reúne multidão no último dia da Festa do Vaqueiro de Alecrim Miúdo

 

Artista foi a principal atração da noite, enquanto Asa Filho e Banda Chapéu de Couro levaram o forró e a tradição nordestina ao público

A 38ª Festa do Vaqueiro de Alecrim Miúdo chegou ao fim neste domingo (20) com uma noite marcada pela presença de uma multidão no distrito de Matinha, em Feira de Santana. A programação de encerramento reuniu artistas que transitaram entre o arrocha, o forró e a música regional, com destaque para Devinho Novaes, principal atração da noite.

Conhecido como Boyzinho, Devinho Novaes levou para o palco um repertório marcado por músicas que falam de relacionamentos, desilusões amorosas e sofrência. Entre os sucessos que fazem parte da trajetória do cantor estão “Alô Dono do Bar”, “Coração Blindado”, “Baby Não Vá”, “Como a Culpa É Minha (Oi Nego)”, “Agora Sou Mais Eu” e “Fila do Pão”. O repertório de 2026 também reúne canções como “Carência”, “Solteiro Não Trai”, “Sofra Você”, “DNA”, “Mesmo Sem Estar” e “Mexeu Comigo”.

A apresentação fez o público cantar junto e acompanhar as canções do início ao fim. Para Devinho, a recepção dos moradores de Alecrim Miúdo reforçou a relação que o cantor vem construindo com Feira de Santana.

“Já tenho uma simpatia imensa com Feira de Santana. E agora também aqui no distrito Alecrim Miúdo. Foi uma felicidade estar tocando aqui com esse público maravilhoso, a galera curtiu do começo até o fim”, afirmou.

O cantor também destacou a quantidade de apresentações que já realizou em Feira de Santana e brincou ao dizer que pretende receber o título de cidadão feirense.

“Eu disse até ao prefeito que a gente já tem que ganhar o título de cidadão. Tantas vezes que a gente toca aqui em Feira de Santana, eu fico muito feliz por isso”, comentou.

A apresentação também aproximou o arrocha da temática tradicional da Festa do Vaqueiro. Para Devinho, os dois estilos podem dividir o mesmo espaço justamente pela relação que ambos mantêm com a celebração, a dança e a sofrência.

“Eu acho interessante, porque também tem tudo a ver. Quando tem vaquejada, a gente mistura assim. Quando é vaquejada, a gente dança com a sofrência, tem um sofrimento ali um pouquinho também, mas quando a pessoa quer dançar um pouquinho, quer sofrer, aí vai no arrocha. É uma mistura boa: vaquejada e arrocha junto”, explicou.

Na sequência da programação, Asa Filho e Banda Chapéu de Couro reforçaram a identidade nordestina da festa com um show de forró. A apresentação colocou o público para dançar e trouxe para o encerramento o ritmo tradicional associado às festas de vaqueiro.

A presença de Asa Filho também ajudou a manter a ligação da programação musical com as raízes culturais do evento, depois de uma noite que teve no arrocha de Devinho Novaes um dos seus momentos de maior concentração de público.

Além dos dois artistas, o último dia contou com apresentações de Beto Filho, Vaqueiro Estourado, e Vitinho Forró. A programação fez parte da festa realizada pela Prefeitura de Feira de Santana, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer (SECEL), que reuniu atrações musicais durante os dois dias de celebração.

Com o encerramento, Alecrim Miúdo concluiu mais uma edição da Festa do Vaqueiro mantendo a combinação entre música popular, forró, arrocha e as tradições ligadas à cultura do vaqueiro.


Casa do Trabalhador inicia a semana com 236 vagas de emprego em Feira de Santana

 

Os interessados devem comparecer à Casa do Trabalhador portando documentos pessoais e carteira de trabalho

A semana começa com novas oportunidades para quem está em busca de inserção ou recolocação no mercado de trabalho. Nesta segunda-feira (21), a Casa do Trabalhador disponibiliza 236 vagas de emprego para diferentes níveis de escolaridade e áreas de atuação em Feira de Santana.

Entre os destaques estão as 49 vagas para pedreiro, 30 para montador de móveis, 22 para auxiliar de linha de produção destinadas a pessoas com deficiência (PCD), além de 12 oportunidades para auxiliar de expedição. Também há vagas para trabalhador agropecuário, carpinteiro, atendente de balcão, vendedor interno, garçom, churrasqueiro, açougueiro e técnico em segurança do trabalho.

As oportunidades contemplam ainda candidatos PCD, com vagas para ajudante de carga e descarga, auxiliar administrativo, auxiliar de limpeza, auxiliar de linha de produção, encarregado de tesouraria e jardineiro, ampliando as possibilidades de inclusão no mercado de trabalho.

Os interessados devem comparecer à Casa do Trabalhador portando documentos pessoais e carteira de trabalho. O atendimento é realizado de segunda a sexta-feira.

A Casa do Trabalhador está localizada na Rua Desembargador Felinto Bastos, nº 527A, antiga Rua de Aurora. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (75) 3614-2551 e 3614-2550 ou pelo e-mail casadotrabalhador@pmfs.ba.gov.br.

domingo, 20 de setembro de 2026

Pavimentação da Rua Milão melhora mobilidade e beneficia moradores no bairro Brasília

 

A via é considerada uma importante ligação para diversas ruas transversais que dão acesso à Rua Adenil Falcão

A Prefeitura de Feira de Santana iniciou, na manhã deste domingo (20), a pavimentação asfáltica da Rua Milão, no bairro Brasília. A via é considerada uma importante ligação para diversas ruas transversais que dão acesso à Rua Adenil Falcão, contribuindo para a mobilidade de moradores, motoristas e comerciantes da região.

O prefeito José Ronaldo acompanhou o início dos serviços e destacou a importância da obra para a melhoria da infraestrutura urbana e da qualidade de vida da população. A intervenção integra o conjunto de ações voltadas à recuperação e ampliação da malha viária em diferentes bairros da cidade.

“Estamos levando mais qualidade de vida para os moradores e melhorando a mobilidade em uma região que possui grande circulação de veículos e pedestres. A pavimentação da Rua Milão era uma demanda aguardada pela comunidade e, com essa obra, garantimos mais conforto, segurança e melhores condições de acesso para quem vive, trabalha ou transita por aqui”, afirmou o prefeito.

Moradora da Rua Milão há 65 anos, a comerciante Anita Santos acompanhou a transformação do bairro ao longo das décadas e comemorou o início da pavimentação. Proprietária de um estabelecimento localizado em frente à via, ela relatou que aguardava a obra com expectativa.

“Eu nasci e cresci aqui. Vi o bairro se desenvolver e muitas ruas serem pavimentadas ao longo dos anos. Sempre tive esperança de que chegaria a vez dessa rua. Para nós, moradores, e para quem trabalha aqui, essa obra representa mais conforto, menos poeira e mais facilidade para receber os clientes”, afirmou.

Com a pavimentação da Rua Milão, a expectativa é proporcionar melhores condições de tráfego, mais segurança para os usuários da via e valorização dos imóveis e comércios instalados na localidade.

Fotos: Valdenir Lima

Festa do Vaqueiro de Alecrim Miúdo reúne tradição, música e grande público no primeiro dia

 

38ª edição da festa teve apresentações de Bahia Bend e Nenho, além da presença do prefeito José Ronaldo e do secretário Cristiano Lôbo

A comunidade de Alecrim Miúdo, no distrito da Matinha, viveu neste sábado (19) o primeiro dia da 38ª Festa do Vaqueiro, reunindo moradores, visitantes e admiradores da cultura sertaneja em uma noite marcada pela música, tradição e confraternização. Realizada pela Prefeitura de Feira de Santana, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer (SECEL), a programação teve como principais atrações Bahia Bend e Nenho, além dos shows de Márcio Alves e Junior Costa durante a madrugada.

O prefeito José Ronaldo de Carvalho acompanhou a programação ao lado do secretário municipal de Cultura, Esporte e Lazer, Cristiano Lôbo. A presença das autoridades reforçou a participação do poder público na celebração, que integra o calendário de manifestações culturais das comunidades rurais de Feira de Santana.

A noite começou com a apresentação da Bahia Bend, que levou ao palco um repertório marcado pelo arrocha e por diferentes ritmos, colocando o público para dançar. Para as cantoras Jéssica Montez e Dani Diamantino, retornar a Alecrim Miúdo representa uma oportunidade de reencontrar o público e participar novamente de uma festa que, segundo elas, proporciona uma experiência especial.

“Para mim, é sempre uma alegria muito grande estar aqui. Não é a primeira vez que a gente participa desse evento maravilhoso. Nós sabemos que o evento sempre entrega muito. A Bahia Bend está feliz demais de fazer parte mais uma vez desse evento”, afirmou Jéssica.

Dani Diamantino destacou a proposta do repertório apresentado durante a noite, que buscou reunir diferentes ritmos para proporcionar um momento de diversão ao público.

“Fizemos um repertório recheado de arrocha, trouxemos um pouquinho de tudo. A gente está aqui para aproveitar, se divertir e fazer todo mundo ficar feliz. A Bahia Bend é assim”, declarou.

Na sequência, o palco recebeu Nenho, atração que levou um grande número de pessoas para acompanhar o show. O cantor apresentou sucessos de seu repertório e manteve o público presente durante a noite, dando continuidade à programação musical da festa.

A celebração também foi marcada pela presença do prefeito José Ronaldo, que destacou a relação de Feira de Santana com sua história e com as comunidades que preservam tradições ao longo das gerações. Em sua fala, o prefeito fez referência aos 193 anos de Feira de Santana, comemorados neste 18 de setembro, e ressaltou o caráter acolhedor do município.

“Essa é uma cidade vencedora, uma cidade acolhedora, uma cidade que recebe todos de braços abertos e abraça e não abandona. É um povo vencedor, um povo maravilhoso”, afirmou.

José Ronaldo também mencionou os avanços recentes do município em áreas como saúde, educação, infraestrutura, mobilidade urbana e instalação de empresas e instituições de ensino. Ao falar sobre o futuro da cidade, projetou um município ainda maior nas próximas décadas.

“Feira é uma cidade que avança em tudo. É uma cidade que cresce todos os dias. E, quando chegarmos aos 200 anos, será maior ainda, mais bonita e, sem dúvida, cada vez mais uma metrópole”, declarou.

Para quem vive diretamente a rotina da comunidade, a festa representa também um momento de encontro e valorização das tradições rurais. Vendedor na localidade, Matias Pereira destacou a atmosfera proporcionada pelo evento.

“É lindo demais ver essa tradição viva, a poeira subindo, o povo bonito reunido e o sanfoneiro tocando no centro. Segunda a gente volta pro batente, mas hoje, hoje eu sou só alegria”, afirmou.

A programação do primeiro dia seguiu pela madrugada, com Márcio Alves, às 1h, e Junior Costa, às 3h. A festa continua neste domingo (20), com missa às 11h, Desfile dos Vaqueiros às 13h e premiação do grupo de cavalgada às 14h30. A programação musical será retomada às 16h, com Beto Filho e Vaqueiro Estourado, seguido por Deivinho Novaes, às 18h, Asa Filho e Banda Chapéu de Couro, às 20h, e Vitinho Forró, às 22h.

A 38ª Festa do Vaqueiro de Alecrim Miúdo segue, assim, unindo música, religiosidade e manifestações ligadas à cultura do homem e da mulher do campo, fortalecendo uma tradição que faz parte da identidade das comunidades rurais de Feira de Santana.

Dia do Teatro: Feira de Santana fortalece a arte cênica com espaços municipais renovados

 

Celebrar o Dia do Teatro é, portanto, reconhecer muito mais do que atores, diretores, dramaturgos, técnicos e produtores

Em 19 de setembro, data dedicada ao teatro no Brasil, a cidade celebra a arte dos palcos e a importância dos equipamentos públicos para a formação de artistas, democratização da cultura e aproximação da população com as manifestações cênicas.

O teatro é uma das mais antigas formas de expressão artística da humanidade. Ao longo dos séculos, transformou-se em espaço de reflexão, entretenimento, formação, crítica social e preservação da memória. No Brasil, essa trajetória ganhou diferentes formas e, em 19 de setembro, o país celebra o Dia Nacional do Teatro. A data também foi instituída oficialmente pela Lei Federal nº 13.442/2017 como o Dia Nacional do Teatro Acessível, reforçando a importância de garantir que a arte dos palcos esteja ao alcance de todos. 

Em Feira de Santana, a história do teatro está diretamente ligada à luta dos artistas pela conquista de espaços adequados para ensaios, apresentações e formação. Durante décadas, grupos teatrais precisaram utilizar cinemas, auditórios e outros espaços improvisados para levar seus espetáculos ao público. Foi nesse contexto que foi implantado uma das principais referências da cena cultural feirense.

Em 1971 surgiu o primeiro Teatro Margarida Ribeiro na Rua Carlos Gomes, em um espaço onde anteriormente funcionava um boliche. Segundo registros históricos, o local foi alugado pela Prefeitura para que os artistas feirenses tivessem um espaço próprio para ensaios e apresentações. A inauguração ocorreu com o espetáculo “Cleóputo”, de Antônio Miranda. Em novembro de 1982 o então prefeito José Raimundo de Azevêdo transformou o auditório do Colégio Monteiro Lobato, no bairro Capuchinhos, em teatro municipal, atendendo a uma reivindicação da classe artística e instalando o Teatro Margarida Ribeiro no local, em sua abertura contou com um concerto da Orquestra Sinfônica da Bahia. A Prefeitura promoveu várias e importantes reestruturações do teatro ao longo dos anos.

Em 2008 o espaço recebeu sistema de refrigeração, novas poltronas, áreas destinadas a pessoas com deficiência, equipamentos de sonorização e iluminação cênica, além de camarins, bilheteria e outras melhorias de infraestrutura. A manutenção e modernização do equipamento continuaram ao longo dos anos. Em 2017, por exemplo, foram executados serviços nas instalações elétricas, além da implantação de sistemas de proteção contra incêndio e descargas atmosféricas.

Em 2025, o equipamento permaneceu fechado durante quatro meses para intervenções que incluíram pintura, manutenção das instalações elétricas e hidráulicas, substituição do piso de madeira, manutenção das poltronas e dos sanitários, além da reforma e ampliação dos camarins. O teatro foi reaberto em outubro daquele ano para receber parte da programação do Festival Nacional de Teatro Infantil de Feira de Santana. A importância do espaço permanece evidente.

Em agosto de 2026, foram trocadas todas as poltronas, reforma do palco e melhorias nos equipamentos sonoros e de iluminação e recebeu aproximadamente 230 crianças de escolas de Feira de Santana para assistir ao espetáculo Valente, demonstrando o papel do equipamento não apenas na apresentação de espetáculos, mas também na formação de novos públicos. 

Maestro Miro: formação, produção e acesso à cultura

Outro importante equipamento municipal é o Centro de Cultura Maestro Miro, implantado em 2004. Localizado no bairro Muchila, o espaço foi concebido como um centro de produção, formação e difusão cultural, reunindo diferentes linguagens artísticas. O complexo abriga o Teatro Ângela Oliveira, o Foyer Jota Morbeck, a Galeria de Arte Aliomar Simas e outros espaços destinados a atividades culturais e oficinas. 

Também é sede do programa Arte de Viver, que oferece atividades gratuitas de formação artística, incluindo teatro, dança, música e artes plásticas. Ao longo de sua história, o Maestro Miro recebeu sucessivas intervenções do poder público. Em 2006, a Prefeitura contratou serviços de reforma e ampliação do equipamento. Em 2016, o centro e o Teatro Ângela Oliveira foram reinaugurados após nova etapa de intervenções. Também foram realizados investimentos posteriores em instalações elétricas, segurança e adequações dos espaços. 

A mais recente transformação ocorreu em 2026, quando a Prefeitura promoveu uma ampla revitalização do Centro de Cultura Maestro Miro, com intervenções na estrutura física, climatização, piso, redes elétrica e hidráulica, pintura, paisagismo e espaços destinados às oficinas. O Teatro Ângela Oliveira também foi revitalizado e passou a contar com 302 novas poltronas, incluindo lugares adaptados para cadeirantes. 

Reinaugurado em março de 2026, o equipamento voltou a receber artistas e comunidade depois de um período de suspensão das atividades. A nova fase reforça a proposta de transformar o Maestro Miro em um espaço vivo de formação, produção artística, convivência e acesso à cultura. A existência e a recuperação desses equipamentos mostram que a política cultural também passa pela infraestrutura.

Um teatro não é apenas um prédio com palco e cadeiras. É um lugar onde crianças têm o primeiro contato com a dramaturgia, onde artistas encontram condições para apresentar seu trabalho, onde grupos podem ensaiar, onde professores desenvolvem atividades e onde a população se encontra com diferentes visões de mundo.

Em Feira de Santana, a Prefeitura mantém uma rede de espaços culturais que amplia as possibilidades de circulação da produção artística. Em 2026, por exemplo, a programação do Festival Nacional de Teatro Infantil incluiu o Teatro Margarida Ribeiro, o Teatro Angela Oliveira no Maestro Miro e o Auditório da Secretaria Municipal de Educação, além de outros equipamentos culturais da cidade. Essa estrutura se soma a outros importantes espaços culturais existentes no município, mantidos por diferentes instituições, como o Teatro do CUCA-UEFS, Complexo Cultural Amélio Amorim, Teatro Carlos Pita do Centro de Convenções e Teatro do Centro Cultural SESC. A diversidade de equipamentos amplia a oferta de espetáculos e fortalece Feira de Santana como polo cultural do interior da Bahia. 

Um palco para o futuro

Celebrar o Dia do Teatro é, portanto, reconhecer muito mais do que atores, diretores, dramaturgos, técnicos e produtores. É reconhecer a necessidade de políticas públicas permanentes para que a arte continue chegando às pessoas. Em Feira de Santana, equipamentos como o Teatro Municipal Margarida Ribeiro e o Centro de Cultura Maestro Miro representam capítulos importantes dessa história.

Criados ou adaptados para atender às necessidades da população, reformados em diferentes períodos e novamente modernizados, esses espaços ajudam a preservar a memória cultural da cidade e, ao mesmo tempo, abrem caminho para novas gerações. No palco, cada apresentação termina com o aplauso. Fora dele, porém, permanece o trabalho silencioso de quem constrói e mantém os espaços onde a arte acontece. No Dia do Teatro, Feira de Santana celebra justamente essa trajetória: a de uma cidade que reconhece na cultura um instrumento de educação, inclusão, identidade e transformação social.

sábado, 19 de setembro de 2026

Câmara Municipal realiza sessão solene em homenagem aos 193 anos de Feira de Santana

 

Sessão reuniu autoridades, vereadores e representantes da sociedade em celebração à história e ao desenvolvimento do município

No dia em que Feira de Santana celebra 193 anos de emancipação política, a Câmara Municipal realizou uma sessão solene em homenagem ao aniversário da cidade. O momento reuniu vereadores, representantes do Poder Executivo, convidados e integrantes da sociedade civil para celebrar a história, a cultura e o desenvolvimento do município.

Entre as autoridades presentes estavam o prefeito José Ronaldo; a secretária de Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Márcia Ferreira; a secretária de Desenvolvimento Social, Gerusa Sampaio; a secretária de Proteção à Mulher, Neinha Bastos; o procurador-geral do Município, Guga Leal; o secretário de Infraestrutura, João Vianney; o secretário de Habitação, Valdivan Nascimento; o secretário de Agricultura, Silvaney Araújo; o secretário de Serviços Públicos, Justiniano França; o secretário de Comunicação, Joilton Freitas; o secretário de Saúde, Rodrigo Matos; o secretário de Prevenção à Violência, Luziel Andrade; o superintendente de Esportes, Emerson Brito; e o secretário de Cultura, Cristiano Lôbo.

A solenidade foi aberta ao som do Hino Nacional, executado pela banda da Polícia Militar. Na sequência, alunos do Colégio Integrado recitaram poemas sobre diferentes aspectos e pontos marcantes de Feira de Santana.

A programação também contou com duas apresentações musicais, que destacaram, por meio da música, a beleza e a força do comércio da cidade. Um dos momentos de destaque foi a releitura da canção “Todos os caminhos levam a Feira de Santana”, em homenagem ao compositor Carlos Pita. A interpretação ficou por conta de Sandro e Evani de Castro.

A aluna Marta Vitória, do Colégio Municipal Eduardo Fróes da Mota, também participou da solenidade com a declamação de um poema dedicado à Feira de Santana.

Durante a sessão, o professor e secretário de Planejamento, Carlos Brito, recebeu uma placa de homenagem pela participação na solenidade. Em sua fala, ele revisitou acontecimentos importantes da história do município e destacou a relação entre passado, presente e futuro. “Foi um momento muito importante para mim, de falar aqui fatos do nosso passado, do nosso presente e do nosso futuro”, afirmou.

Carlos Brito também chamou atenção para uma coincidência histórica relacionada à Câmara Municipal. Segundo ele, a Câmara e o município possuem a mesma idade, 193 anos, e compartilham a data de fundação. “Uma curiosidade grande é que a gente só ouve falar que hoje é aniversário de Feira de Santana, mas hoje também é aniversário da Câmara. Nasceram no mesmo dia, na mesma hora e com o mesmo cirurgião”, brincou.

O secretário ainda destacou a característica de Feira de Santana como uma cidade marcada pelos encontros e pela chegada de pessoas de diferentes lugares, relacionando esse aspecto à localização estratégica do município e à sua trajetória de desenvolvimento. “Feira é uma cidade de encontros, de desencontros, de caminhos. Aqui é uma mãe, aquela mãe caridosa que abraça quem chega e abraça também muito os seus filhos”, declarou.

A programação contou ainda com a apresentação do projeto social Ganga, sob o comando do mestre Neto. Ele interpretou uma música autoral, composta em 1993, dedicada à cidade.

O presidente da Câmara Municipal, vereador Marcos Lima, destacou a importância da solenidade para celebrar os 193 anos de emancipação política de Feira de Santana. “Me sinto muito feliz em ser vereador desta cidade, estar como presidente desta Câmara Municipal e poder realizar uma sessão tão importante para poder comemorar uma data que realmente representa a grandeza da cidade”, afirmou.

Marcos Lima ressaltou ainda características do município, como o crescimento populacional e territorial e a capacidade de acolher pessoas que chegam de diferentes regiões.

Para o presidente, a celebração também representa uma oportunidade de ampliar a visibilidade de Feira de Santana e valorizar a atuação do Poder Legislativo. “Nosso objetivo é mostrar, através da Câmara Municipal, a visibilidade da nossa cidade, levar para outros estados, outras cidades, a grandeza que é Feira de Santana”, destacou.

O vereador também comentou a participação do professor Carlos Brito na solenidade e os dados históricos apresentados durante o evento, incluindo a informação sobre os 193 anos da Câmara Municipal.

O prefeito José Ronaldo também participou da sessão e destacou o significado da data. Para ele, a celebração dos 193 anos representa um momento de gratidão e de reconhecimento à trajetória do município. “Um dia realmente muito bonito, um dia gostoso, um dia maravilhoso. O clima ajudou esse dia de hoje. E estamos aqui nesta solenidade, na Câmara principal. Viver esse momento para mim é sempre algo que me deixa feliz e agradecido a Deus”, declarou.

O prefeito também mencionou a programação comemorativa realizada pelo município e afirmou que as atividades de trabalho continuarão após as celebrações.

Durante seu pronunciamento, José Ronaldo destacou ainda a importância de preservar e revisitar a história de Feira de Santana. “É um momento que você registra a história, você mostra a história, você debate a história, você chama as pessoas a conversar sobre a sua história, da sua cidade, daquela que nós vivemos”, afirmou.

Ao falar sobre a identidade do município, o prefeito ressaltou a característica acolhedora de Feira de Santana e lembrou que muitos dos que ajudaram a construir a cidade nasceram em outros municípios.

Em outro momento, destacou sua própria relação com Feira de Santana, afirmando se sentir acolhido pelo município. “Eu me sinto esse filho adotado com muito amor, com muito xodó, com muito carinho. Esse filho ama a mãe que lhe acolheu”, declarou.

Um dos pontos abordados durante a solenidade foi justamente a presença de pessoas nascidas em outras cidades na construção da história de Feira de Santana.

Em seu discurso, o prefeito citou exemplos de autoridades e religiosos que nasceram em outros municípios, mas construíram parte de suas trajetórias em Feira de Santana. A reflexão serviu para reforçar a característica de acolhimento atribuída ao município e a contribuição de diferentes gerações para o desenvolvimento da cidade.

Ao encerrar sua fala, José Ronaldo projetou o olhar para o futuro e destacou a proximidade dos 200 anos de Feira de Santana. “Feira é isso: alegria, prazer, satisfação, vitórias e conquistas. Pertinho de 200 anos. Vamos continuar lutando para comemorarmos, com fé em Deus, os 200 anos”, afirmou.

A sessão solene marcou, assim, as comemorações pelos 193 anos de emancipação política de Feira de Santana, reunindo manifestações artísticas, homenagens e discursos voltados à preservação da memória e à valorização da trajetória do município.


sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Cantata estudantil celebra os 193 anos de Feira de Santana nas escadarias da Prefeitura

 

Realizada há mais de duas décadas, a apresentação reuniu músicas que retratam a identidade feirense

As escadarias da Prefeitura de Feira de Santana se transformaram em um palco de celebração à história do município na manhã desta sexta-feira (18). Em comemoração aos 193 anos de emancipação política da cidade, cerca de 80 alunos do Colégio João Paulo I participaram de uma cantata que marcou o início de mais uma edição do projeto “Vivendo Feira, Ontem, Hoje e Sempre”.

Realizada há mais de duas décadas, a apresentação reuniu músicas que retratam a identidade feirense e homenageiam personagens importantes da cultura local. No repertório, os estudantes interpretaram “Brasil Feirense”, de Célia Zaiin; “Todos os Caminhos Levam a Feira de Santana”, de Carlos Pitta; e o “Hino de Feira”, de autoria de Georgina Erismann.

A apresentação também contou com uma representação simbólica das origens do município. O casal Domingos Barbosa de Araújo e Ana Brandoa, proprietários da Fazenda Sant’Anna dos Olhos D’Água, local onde teve início a história de Feira de Santana, foi representado por dois alunos vestidos à caráter, reforçando o caráter educativo e cultural da atividade.

O momento contou ainda com a participação do artista Pititiu Miranda, parceiro do projeto e um dos responsáveis por aproximar os estudantes das tradições e da história do município.

A diretora-geral do Colégio João Paulo I, Cássia Braz, destacou que o projeto é desenvolvido pela instituição há mais de 30 anos e busca aproximar os alunos da história local de forma prática e vivencial.

“O objetivo é que as crianças conheçam a cidade onde vivem, compreendam sua formação histórica, cultural e geográfica e construam uma relação de pertencimento com Feira de Santana. É um trabalho que ultrapassa os livros e permite que os estudantes vivenciem a história nos espaços onde ela aconteceu e continua sendo construída”, afirmou.

Segundo a gestora, o projeto é desenvolvido ao longo de vários meses e envolve atividades que resgatam costumes e tradições ligados à formação do município. Entre elas estão experiências culturais, apresentações artísticas e ações que ajudam os estudantes a compreender aspectos da vida e dos costumes que marcaram o desenvolvimento da cidade.

Para a professora Letícia Silva, que também acompanhou a participação do filho na atividade, o projeto contribui para a formação cidadã das crianças ao mostrar que cada morador tem um papel na construção da história local.

“Eles aprendem sobre a origem da cidade, conhecem seus principais espaços e entendem que fazem parte dessa história. É uma forma de mostrar que não somos apenas números ou estatísticas, mas cidadãos que ajudam a construir o presente e o futuro de Feira de Santana”, destacou.

Ao unir música, pesquisa, visitas guiadas e vivências culturais, o projeto “Vivendo Feira, Ontem, Hoje e Sempre” reforça a importância da preservação da memória coletiva e da valorização da identidade feirense. Em um município que completa 193 anos de emancipação política, iniciativa que ajuda a conectar as novas gerações às raízes da cidade e a fortalecer o sentimento de pertencimento entre aqueles que vivem e constroem Feira de Santana todos os dias.