Dra. Clacia Vasconcelos - Foto: Aldo Matos
Novos detalhes sobre a prisão
em flagrante de um cuidador de 36 anos, suspeito de estupro de vulnerável em
uma escola municipal, foram revelados pela delegada Clécia Vasconcelos, titular
da Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI) e responsável pela Delegacia
Especializada de Repressão a Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Dercca).
Segundo as investigações, o crime teria ocorrido dentro do banheiro dos
professores da unidade de ensino.
Conforme o Acorda Cidade já
divulgou, o
caso aconteceu na tarde da última terça-feira (10), na Escola Municipal Parque
Brasil, localizada no Centro de Feira de Santana. De acordo com o relato da
vítima à mãe, o suspeito a teria conduzido ao sanitário dos professores.
Em entrevista ao Acorda
Cidade, a delegada informou que, após a denúncia, a Polícia Militar, através da
64ª CIPM foi acionada pelo Centro Integrado de Comunicação (Cicom) e efetuou a
prisão ainda na escola, onde a criança, em prantos, apontou o homem como o
autor. Na sequência, a vítima foi encaminhada ao Hospital Estadual da Criança
(HEC).
“O relatório médico indicou
que o hímen não estava visível e que havia sinais compatíveis com violência na
genitália. Com base nisso, a autoridade plantonista lavrou o flagrante”,
explicou Clécia Vasconcelos.
Sobre a existência de provas
materiais, a delegada esclareceu que a mãe da vítima entregou à polícia uma
peça íntima da criança contendo vestígios de sangue e uma substância que pode
ser sêmen.
“Esse material foi apresentado
pela família para perícia; nada foi encontrado diretamente em posse do autuado
no momento da prisão”, pontuou a autoridade.
Um dos obstáculos enfrentados
pelos investigadores é a ausência de imagens de segurança. Segundo a delegada,
uma queda de energia no momento do ocorrido impediu que o sistema de
monitoramento da escola registrasse a movimentação.
O suspeito, que nega as
acusações, aguarda a decisão da audiência de custódia, que deve determinar se a
prisão em flagrante será convertida em preventiva. O inquérito policial deve
ser concluído em um prazo máximo de 30 dias, por se tratar de um crime hediondo.
“Nosso objetivo é garantir a
proteção integral da criança e buscar a verdade real dos fatos, pormenorizando
cada conduta investigada”, finalizou a delegada.
Com informações do repórter Ed
Santos do Acorda Cidade

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