Vem se tornando um programa das manhãs de domingo e é visitada por centenas de pessoasSão vários os ambientes de negócios, comidas, cultura, arte e lembranças que podem ser vistos expostos nas bancas do Projeto Feira na Avenida, realizado quinzenalmente pela Prefeitura de Feira de Santana. Vem se tornando um programa das manhãs de domingo e é visitada por centenas de pessoas.
Sob a sombra de uma árvore, Joel Pontes concluía um retrato pintado a óleo, ao lado de outros quadros com cenários rurais e casas com arquitetura antiga, bucólica. As temáticas, segundo o artista, remetem à sua infância vivida em Santo Estêvão, onde ainda mora.
Ele é um dos artistas e artesãos que participaram, na manhã de domingo, de mais uma edição do projeto Feira na Avenida, que quinzenalmente reúne dezenas de pequenos comerciantes e expositores no canteiro central da Avenida Getúlio Vargas, à altura dos Capuchinhos.
O tempo gasto para finalizar o retrato, disse, varia entre dez e 15 dias. “É uma obra de arte”, define o trabalho, pelo qual cobra R$ 400. Afirmou que sempre vem ao evento. “Aqui é um espaço ideal para que a gente mostre o trabalho para muita gente”. As obras e o trabalho passam a ser conhecidos pelos frequentadores do evento.
Comidas leves típicas, várias espécies de plantas, artesanato em tecidos ou madeira, sebo, discos antigos raros, penduricalhos, antiquários, moedas antigas. É grande a variedade de produtos expostos nas bancas.
O evento atrai visitantes e potenciais consumidores, que buscam novidades nas bancas, como um objeto que sirva de decoração ou uma peça que falta numa coleção – um cartão ou fichas telefônicas usadas em orelhões, ou para iniciá-la, como uma moeda antiga.
Vários livros antigos, com viés esquerdista, estavam expostos numa banca. Entre eles, “As veias abertas da América Latina”, do jornalista uruguaio Eduardo Galeano, escrito nos anos 70 e considerado fundamental para entender o contexto político da época.
Em outra, vários discos de vinil, os LPs, catalogados por gênero, com preços variados. O mais caro, diz o dono de uma banca, Ivan Coelho, da Coelho Discos, é o “Transa”, de Caetano Veloso, ainda com a capa fechada, avaliado em R$ 200. Os mais procurados são da MPB.
Raridades são encontradas. Em outra, o interessado pode comprar um LP gravado por Amarildo Gomes há quase 40 anos. O vendedor disse que o disco é tão raro que acredita que nem o ex-cantor o tenha na casa dele. Valor: R$ 50.
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