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FEIRA PELA ALFABETIZAÇÃO

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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Feira do Livro deve ganhar status de Patrimônio Cultural Imaterial

Feira do Livro
A décima edição da Feira do Livro – Festival Literário e Cultural, foi encerrada com um balanço altamente positivo. Mais de 60 livros lançados, palestras, apresentações culturais, intervenções literárias, shows musicais que atraíram um público rotativo estimado em 75 mil pessoas. No último dia do evento, domingo (01/10), teve alegria e muito samba com a cantora Maryzélia.
 
De acordo com o reitor da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), professor Evandro do Nascimento, a Feira do Livro é um dos momentos de culminância do esforço da Universidade em se fazer presente na vida de Feira de Santana. Durante o encerramento, ele ressaltou a necessidade de fortalecimento de parcerias para que o evento continue acontecendo da melhor forma.
“A Uefs assume o compromisso de realizar a próxima edição da Feira, porque a Princesa do Sertão merece! Porém, nós precisamos que o evento seja de fato assumido pelo Poder Público. É necessário que tenhamos uma discussão em torno de quais atores vão atuar na execução da Feira do Livro”, disse.
 
Na praça do Cordel Genival Corrêa, a coordenadora da Feira, Eliana Mota, reconheceu o empenho de todos os envolvidos na realização do evento e avaliou a programação de forma positiva. “Mais uma vez tivemos a convicção da importância deste evento para a cidade e toda região. O balanço é muito positivo porque a programação foi diversificada, a visitação foi intensa, os vale-livros previstos foram distribuídos e os expositores ficaram satisfateitos em participar. Esperamos que, na próxima edição, a gente consiga minimizar algumas dificuldades em relação à liberação de recursos, por parte do Poder Público”, destacou.
Na manhã da segunda-feira (02), em entrevista numa rádio de Feira de Santana, o deputado estadual Zé Neto, líder do Governo na Assembleia Legislativa, anunciou que vai encaminhar um projeto de lei sugerindo a tranformação da Feira do Livro em Patrimônio Cultural Imaterial. Segundo ele, a expectativa é que, desta forma, haja melhorias em relação ao trâmite para liberação de verbas destinadas ao evento. 
 
Informações- Ascom/Uefs e fotos de  Júlia do Monte

Rua Viva leva educação e música para a Getúlio Vargas

Rua Viva
 O projeto Rua Viva voltou a ser boa opção de lazer neste domingo, 1º de outubro, na avenida Getúlio Vargas. Após um breve intervalo por conta do período chuvoso na cidade, o evento apresentou novidades.

A partir das 9h da manhã teve alongamento. Na sequência o professor de dança Luciano Melo agitou a turma com aula de swing baiano.
 
Uma novidade inserida neste domingo no evento, pela Superintendência Municipal de Trânsito (SMT), foi uma atração musical ao vivo: o músico Dan Silveira.
O Núcleo de Educação para o Trânsito da SMT promoveu atividades especiais, a exemplo de oficina de noções básicas de trânsito voltada ao público infantil, inclusive com o uso de minisemáforos, faixas de pedestres e de sinalização.
 
O superintendente municipal de Trânsito, Maurício Carvalho, aproveitou para mais uma vez convocar o feirense a participar. “Temos aqui todas as condições para as famílias se divertirem com segurança”, destacou.
Para realização do projeto Rua Viva um pequeno trecho da avenida Getúlio Vargas foi interditado. A área de interdição é entre as ruas Paris e Saracura, sem prejuízo ao trânsito no local.
 
A superintendência também está mobilizando o público em campanha de divulgação nas redes sociais (Facebook e Instagram) através da hashtag #ruavivafsa.

Corrida alerta para dois perigosos inimigos de homens e mulheres

Corrida
 Além de colocar cerca de 700 pessoas para se exercitar, a I Corrida Pink and Blue, promovida pela Secretaria Municipal de Saúde, realizada neste domingo, 1º de outubro, foi a largada para duas importantes campanhas realizadas em Feira de Santana: o Outubro Rosa e o Novembro Azul.

Realizada na avenida Noide Cerqueira, a corrida teve um propósito de advertência. Foi a abertura para as ações do Outubro Rosa, de prevenção ao câncer de mama, e ao Novembro Azul, quando o próximo mês será dedicado ao combate do câncer de próstata.
 
Uma aula de zumba, às 7h, serviu de aquecimento para os participantes. Logo em seguida foi dada a largada para a corrida, que teve percurso de cinco quilômetros. Já no final foram servidas frutas. Um Dj animou o público presente.
A enfermeira técnica em Saúde da Mulher, Alessandra Magalhães, destacou a importância do evento. “Além de promover a saúde corporal, foi mais um alerta para homens e mulheres buscar a prevenção”.
 
Isabela Machado, enfermeira técnica em Saúde do Homem, salientou que a prevenção inclui atividades físicas regularmente, alimentação saudável e exames. “É dessa forma que a boa prevenção é feita de forma completa”.
PROGRAMAÇÃO
O prefeito José Ronaldo prestigiou a corrida. “Todas as formas de alertar para a necessidade de prevenção para essas doenças são importantes. A corrida foi uma forma criativa de fazer mais este alerta”, acentuou o prefeito.
 
As inscrições para a corrida foram efetuadas mediante a entrega de dois quilos de alimentos não perecíveis, que serão doados a instituições carentes que atuam na assistência aos portadores de câncer no município. 
A programação do Outubro Rosa e Novembro Azul terá sequência nas unidades de saúde, tanto da sede quanto dos distritos. Também será disponibilizado um ônibus para os distritos visando assegurar o acesso dos usuários aos exames de mamografia e o PSA, nas clínicas conveniadas com a SMS. Outras informações através do telefone 3612-6652.

Construção do viaduto do Viveiros é tema de Audiência Pública na Câmara

Audiência Públi
 Atendendo proposição da Comissão de Obras, Urbanismo, Infraestrutura Municipal, Agricultura e Meio Ambiente, a Câmara Municipal de Feira de Santana realizou nesta sexta-feira (29/09) Audiência Pública para tratar da construção do viaduto ligando os bairros Feira X e Viveiros.

Ao dar boas vindas aos presentes, o vereador Roberto Tourinho (PV), presidindo a audiência, destacou a importância de discutir de forma conjunta com as autoridades responsáveis e moradores uma solução para atender a demanda da comunidade. “Essa audiência surgiu  a partir da sessão itinerante no Viveiros, entendendo a necessidade de discutir a importância de buscar uma solução para viabilização da construção desse equipamento. Não estamos aqui para apontar culpados, o nosso objetivo é encontrar a solução”, afirmou.
No uso da tribuna, o líder comunitário do Conjunto Viveiros e coordenador da igra, Flávio Ferreira Melo, lembrou as diversas reuniões e manifestações que foram realizadas para reivindicar a construção do viaduto. “Não queremos saber quem são os culpados. Essa luta vem se arrastando desde 25 de fevereiro de 2014. Queremos apenas o nosso direito de ir e vir com a construção desse viaduto. Estamos ilhados, com os setores de transporte, segurança, comércio e educação totalmente prejudicados.  Pedimos para que possamos Nos unir para conquistar essa obra, assegurando o direito de ir e vir do nosso povo”, declarou.
 
O presidente da Associação Comunidade em Ação do Conjunto Viveiros, Pedro Cícero Silva, agradeceu a Casa pela promoção da audiência pública e cobrou a presença do prefeito José Ronaldo de carvalho e dos deputados estaduais que representam Feira de Santana para discutir melhorias para a comunidade. “Os políticos deveriam estar aqui para ouvir os moradores e mostrar a preocupação com o bem estar de seu povo. Não vamos recuar. Se não tivermos solução, vamos continuar protestando fechando a BR. Essa luta é nossa”, protestou.
De acordo com o supervisor de lotes da Via Bahia, Djavan Santos, o viaduto reivindicado pelos moradores não estava previsto no projeto inicial e informou que as modificações foram devidamente apresentadas à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). “Estamos aguardando a aprovação do novo projeto para execução da obra. Temos um procedimento a ser seguido e não podemos pular etapas, sob pena de punições.”, informou.
 
O deputado estadual José de Arimatéia (PRB) cobrou posicionamento mais esclarecedor da Via Bahia, empresa responsável pela realização das obras. Parabenizou a comunidade do Viveiros pela luta em defesa de seus direitos e criticou a condições de trafegabilidade em que se encontra a rodovia BR 324, administrada pela Via Bahia. O deputado convocou a sociedade a manter as reivindicações.  “Tenho 20 anos de vida pública e tenho convicção de que quando existe a mobilização popular ela se torna mais forte que qualquer lei, independente de vontade política. Diante de tudo que já foi apresentado aqui , precisamos unir forças para resolver o problema. Se fosse depender só da força política não conseguiríamos resolver”, afirmou.
 
Ao parabenizar a Câmara de Vereadores pela promoção do debate em torno da construção do viaduto do Conjunto Viveiros, o deputado estadual Targino Machado (PPS) afirmou que irá colher subsídios para reforçar as discussões, questionou o andamento do processo executivo para execução das obras e criticou a Via Bahia pela ausência de representantes com legitimidade para prestar esclarecimentos à sociedade.
“É uma lástima, não há obrigações para a Via Bahia, só haverá obrigação contratual para a Via Bahia daqui a mil anos quando se alcançar o fluxo de veículos previsto no contrato. Não reconheço a legitimidade desse representante da empresa para dar informações ao nosso povo. Saio daqui achando que tem cheiro de enrolação no ar. Não tem que fechar rodovia como estão fazendo não, tem que fechar é todo dia. Vocês precisam lutar, vão buscar no âmago essa força. Estarei disponível para lutar com vocês”, disse Targino Machado.
 
O deputado estadual Zé Neto (PT) pontuou as dificuldades encontradas pelo Estado para execução de obras em virtude de divergências com o Governo Municipal, responsável por autorizar a obra de duplicação da via sem a construção do viaduto. “Nesse momento precisamos encontrar solução. A ANTT pediu um novo projeto e o projeto já está lá, aguardando apenas a aprovação para dar continuidade aos procedimentos necessários para concretização da obra. Vamos nos unir, montar uma comissão e buscar em Brasília a solução. O Viveiros precisa e merece mais atenção”, disse, sugerindo que a Câmara elabore uma carta à ANTT com as demandas e sugestões para reforçar a viabilização do equipamento.
O secretário Municipal de Planejamento, Carlos Brito, representando o prefeito municipal de Feira de Santana informou que o Conjunto Viveiros não foi tratado como zona urbana no projeto de duplicação da rodovia. “O projeto não considerou a realidade urbanística. A comunidade precisa se mobilizar mesmo em busca de solução, porque só existe solução quando as coisas são tratadas com seriedade. Não estamos aqui para buscar culpados. A Prefeitura está disposta a encontrar solução, mas precisamos da união com todos os envolvidos”, afirmou.
 
VEREADORES
O vereador Edvaldo Lima (PP) parabenizou a comunidade do Viveiros pelo engajamento na luta pela construção do viaduto. “Não buscamos culpados. Mas, uma coisa é certa, quem liberou a licença para as obras não olhou o Viveiros como comunidade. Quando esse povo foi as ruas manifestar, sofreram represálias. A Via Bahia se comprometeu a resolver o problema desde 2016, mas até hoje os moradores continuam ilhados. Proponho a realização de reunião na comunidade do Viveiros com os vereadores e deputados e ir até Brasília buscar solução para esse problema”, sugeriu.
 
No suo da tribuna, o vereador Zé Filé (PROS)convocou a sociedade a buscar união com os poderes Legislativo e Executivo para encontrar soluções e atribuiu ao Governo Municipal a responsabilidade pelos transtornos enfrentados pelos moradores do Conjunto Viveiros com a autorização do execução das obras sem a inclusão do viaduto no projeto. “Quando o prefeito assumiu, as obras ainda não tinham começado. Ele deveria ter barrado os serviços para evitar que aquele povo ficasse ilhado sem ter uma via de passagem”, criticou.
O vereador Cadmiel Pereira (PSC) parabenizou os cidadãos presentes nas galerias pela manifestação em defesa de seus direitos e questionou a falta de atenção do Governo do Estado com o povo feirense. “A inauguração do viaduto da Noide Cerqueira foi ontem, a obra do Viveiros começou em 2008 e até o momento nada foi feito. Esqueceram desse viaduto. Na Noide Cerqueira em três anos fizeram um viaduto para atender o público do outlet. A conclusão de uma obra, então, depende de vontade política? Não temos nada, não temos vontade política, não tem representante do Estado levando o povo para audiência na Assembleia Legislativa, para audiência com o governador e com secretários de Estado. Precisamos sim é de solução, vamos acampar essa luta”, criticou.
 
Representando a comunidade, José Roberto Melo Silva lembrou que os mais de 15 mil moradores do Conjunto solicitou que a Câmara de Vereadores acione o Ministério Público para investigar a demora para a execução da construção do viaduto. Para os moradores Petrônio Lima e Ayres Maria de Jesus, é preciso mais empenho e compromisso por parte das autoridades e da Via Bahia para resolver com rapidez o problema.
 
A Audiência Pública foi prestigiada, ainda, por vereadores, moradores dos conjuntos Viveiros e Feira X, secretários municipais, representantes do deputado estadual Angelo Almeida, Iracema Silva; e do deputado federal Irmão Lázaro, Fabio Negriny; líderes comunitários, representantes da Via Bahia, imprensa e representantes da sociedade civil.

Vereadores se reúnem com empresários feirenses para tratarem sobre leis inconstitucionais

Reunião
 O presidente do Poder Legislativo feirense, vereador José Carneiro Rocha (PSDB), juntamente com os vereadores Roberto Tourinho (PV) e Cadmiel Pereira (PSC) e mais o procurador e ouvidor da Casa, Ícaro Ivvin e Humberto Cedraz, respectivamente, recebeu na manhã desta sexta-feira (29/09) uma comitiva de empresários para tratarem sobre leis inconstitucionais criadas pela Câmara de Feira de Santana. A reunião aconteceu na sala da Presidência da Casa.

A comitiva foi composta por Edson Nogueira, representando a FIEB; Mauro Freitas, representando a ACEFS; Marcos Régis, representando o SIMAGRAN, Luiz Neto, representando o SINDIPLASF;  João Baptista, representando o SIPACEB0- CIFS e André Régis, representando o CIFS.
 
Os empresários argumentaram que a Casa vem criando leis inconstitucionais, que afetam de forma direta muitos setores e apresentaram maior preocupação em relação ao Projeto de Lei nº 76/2017, de autoria da vereadora Cíntia Machado (PMB), que dispõe sobre a contratação de bombeiro civil e manutenção de unidade de combate a incêndio e primeiros socorros, composta por bombeiro civil, em estabelecimentos privados.  
 
Após apresentarem a preocupação, a comitiva solicitou a interseção do presidente da Casa em relação ao Pl e se colocou à disposição da Câmara no sentido de contribuir com o crescimento da cidade. “Queremos sempre manter o diálogo com a Casa. Esse contato é importante para nós também e nosso anseio é contribuir para o crescimento da cidade, mas estamos atentos às leis que, de alguma forma, prejudicam os setores aqui representados”, pontuou o empresário Marcos Régis.
Após ouvir atentamente as ponderações dos empresários, o presidente da Casa pontuou que na qualidade de presidente não pode deixar de promulgar as Leis e sugeriu a realização de audiência pública para debater o assunto e discutir com os colegas a possibilidade de revogação da Lei.
 
O procurador da Câmara ressaltou que a Lei supracitada não é inconstitucional, mas fortaleceu a importância de uma audiência pública. “Seria também interessante propor um novo projeto ou a revogação desta Lei. O importante é gerar segurança no âmbito municipal”, afirmou.
 
O PL
O Projeto de Lei de nº 76/2017, de autoria da vereadora Cíntia Machado (PMB), dispõe sobre a contratação de bombeiro civil e manutenção de unidade de combate a incêndio e primeiros socorros, composta por bombeiro civil, nos estabelecimentos privados que menciona. A matéria sofreu uma emenda do vereador Cadmiel Pereira (PSC).
 
Segundo o artigo 1º da proposição, é obrigatória a contratação para inspeção e manutenção de uma unidade de combate a incêndio e de primeiros socorros, composta por bombeiros civis, profissionais devidamente formados e certificados conforme estabelece a Lei Federal de nº 11.901/09, nos estabelecimentos primados indicados nesta Lei.
 
O parágrafo único do artigo 1º explica que considera-se bombeiro civil aquele que, habilitado nos termos da Lei, exerça, em caráter habitual, função remunerada e exclusiva de prevenção, controle e combate a situações de incêndios e acidentes, como empregado contratado diretamente por empresas privadas ou sociedades de economia mista, ou empresas especializadas em prestação de serviços de prevenção e combate a incêndio, conforme a Lei Federal nº 11.901/09”, diz a matéria.
 
Conforme o artigo 2º, os estabelecimentos a que se refere o artigo anterior são: “I – shopping Center; II – casa de show e espetáculo; III – hipermercado; IV – loja de departamento; V – campus universitário; VI – hospital; VII – indústria; VIII – prédio comercial de grande porte; IX – depósitos, parques de tanques e envasadoras de produtos perigosos, combustíveis, inflamáveis ou explosivos; X – aeroportos e portos.
 
O parágrafo 1º do artigo 2º diz que não estão compelidos aos termos desta Lei os empreendimentos onde circulem até 1.500 pessoas por turno.
 
O parágrafo 2º informa que para os fins do disposto nesta Lei, considera-se: “a) shopping center – empreendimento empresarial, com reunião de lojas comerciais, restaurantes, cinemas, e um só conjunto arquitetônico; b) casa de show e espetáculo – empreendimento destinado à realização de shows artísticos e/ou apresentação de peças teatrais e de reuniões públicas (permanente ou esporádico); c) hipermercado – supermercado que, além dos produtos tradicionais, comercialize outros gêneros, como eletrodomésticos e roupas; d) campus universitário – conjunto de faculdades e/ou escolas para especialização profissional e científica”.
 
Já o parágrafo 3º salienta que, no caso de hipermercado ou de outro estabelecimento mencionado nesta Lei, que seja associado ao shopping center, a unidade de combate a incêndio poderá ser única, atendendo o shopping center e o estabelecimento associado.
  
A matéria diz também que as empresas de formação e de prestação de serviços de bombeiro civil devem obrigatoriamente ser cadastradas no Sindicato dos Bombeiros Civis do Estado da Bahia. No caso de descumprimento aos termos desta Lei, o estabelecimento estará sujeito à multa, sendo que a reincidência poderá implicar na cassação do alvará de funcionamento.
 
O valor da multa será destinado a Defesa Civil de Feira de Santana e ao Corpo de Bombeiros Militar do Estado da Bahia, na proporção de 50%, com a finalidade de reequipar o Sistema de Engenharia de Segurança Contra Incêndio e Pânico. São órgãos competentes para o cumprimento e fiscalização das determinações desta Lei a Defesa Civil de Feira de Santana e o Corpo de Bombeiros Militar do Estado da Bahia.

Sessão da Beleza Negra debate a luta pela igualdade racial

Sessão na Câmar
 “Ou você está vivo e orgulhoso ou está morto”. Com a emblemática citação de Stephen Bantu Biko, ativista anti-apartheid da África do Sul entre os anos de 1960 e 1970, o professor, historiador e atualmente vereador de Salvador Silvio Humberto Passos conclamou a população afrodescendente a não parar de lutar pela igualdade, porque “o racismo não tira férias”. Ele foi um dos palestrantes da noite desta quinta-feira (28/09), na sessão solene comemorativa ao Dia da Beleza Negra, na Câmara Municipal.

Muito mais do que reverenciar a beleza e homenagear personalidades de destaque no movimento negro em Feira de Santana, a sessão solene foi uma verdadeira aula de história, do Brasil e da África. Silvio Passos falou sobre a importância da potencialidade das pessoas para o desenvolvimento, mas afirmou que “o racismo impede que as pessoas sejam plenas”. Ele lamentou que em um país rico, belo de grande diversidade étnico-racial não se reconheça o outro. “O negro ainda é julgado de forma preconceituosa”, observou.
 
O palestrante destacou a forma pejorativa usada para definir o perfil do negro, como nariz de taboca, beiço (e não lábio) e cabelo duro. “Duro é o preconceito!”, enfatizou, citando ainda a expressão “a coisa tá preta”, para definir uma situação ruim. O negro é julgar pelo cabelo, pela boca, pelo nariz. Cabelo duro? Duro é o preconceito. Lábio é beiço, nariz de taboca. A coisa tá preta (tá ruim). Por conta dessas características, segundo ele, na hora de buscar emprego o negro vai ocupando sempre os andares baixos.
 
Genocídio, abolição, desigualdade intolerância foram citações recorrentes durante a noite, em que se discutiu ainda a as frequentes acusações de que o negro se vitimiza. “O negro não teve acesso a políticas públicas, foi marginalizado quando a escravidão foi abolida de forma camuflada e embora o último censo do IBGE aponte que 46% da população brasileira é afrodescendente, inda precisamos de um estatuto”, disse a assistente social Luize Arapiraca Amorim, também palestrante da sessão.
 
Luize Arapiraca alertou para o real sentido do evento realizado pela Câmara Municipal. “Quando falamos de beleza negra nos referimos à estética, mas vai muito além disso, é um momento de reflexão do contexto histórico em que nosso país foi construído. O Brasil está atrás apenas da Nigéria em população afrodescendente”, informou, ao criticar o Estado pela omissão e negligência na questão da igualdade racial. Foi por meio de muita luta que conseguimos leis para nos amparar e tentar reparar os danos causados ao longo da história”, ressaltou.
 
Para Lourdes Santana, presidente do Núcleo Cultural e Educacional Odungê e do Conselho Municipal das Comunidades Negra e Indígena, a sessão representou, ainda, um momento de reparação. Ela falou das leis criadas pela Casa da Cidadania, mas alertou: “Não adianta criar leis sem dialogar com o movimento negro, ser fantasioso”. A noite foi também de agradecimentos, não somente aos vereadores e deputados estaduais presentes, mas a todos que contribuíram para as conquistas do movimento ao longo da história, em especial a população do Campo Limpo, bairro onde vive.
Servidor público municipal há 23 anos, o bacharel em administração, Antonio Françisco Gumarães Reis destacou a importancia da homenagem. “Essa homegaem é o reconhecimento do negro e da cultura negre na sociedade. É com grande orgulho que recebo a tão importante homenagem”, ressaltou o servidor. 
 
O vereador Cadmiel Pereira (PSC) ressaltou a importancia da horaria. “Esta homenagem é mais ganho para toda a comunidade negra. Este evento não trata só da beleza, mas sim da valorização do negro enquanto cidadão. É o empoderamento do negro na sociedade e em todos os lugares porque nós temos a consciência da nossa importância na construção do Brasil” obsevou o edil,  
A saudação aos convidados ficou a cargo do vereador Fabiano Nascimento de Souza (Fabiano da Van), que destacou a importância da Câmara Municipal não somente discutir assuntos de interesse público, mas “reconhecer, respeitar e valorizar ações de instituições e pessoas que prestam serviços à sociedade”. Ele criticou o que chamou de “noções engessadas” de beleza e da falta de referências na infância para a formação da identidade e da representatividade do negro.
 
Presentes no plenário, dentre outras autoridades, Pablo Roberto Gonçalves da Silva, vereador licenciado e secretário municipal de Prevenção á Violência; Paloma Pina Rebouças Ayres, defensora pública; Albertone Amorim, representante do Conselho da Igualdade Racial em Feira de Santana; Uiara Lopes, assessora técnica da Secretaria Estadual de Políticas Públicas para mulheres e ex-vereador Marialvo Barreto.
 
A sessão foi conduzida pelo presidente do Legislativo, vereador José Carneiro Rocha, que compôs a mesa ao lado dos palestrantes e da presidente do Odungê, mais o sociólogo Ildes Ferreira, secretário municipal de Desenvolvimento Social, representando o prefeito José Ronaldo na solenidade, e deputados estaduais Ângelo Almeida e Ubirajara da Silva Ramos Coroa (Bira Coroa). Durante a solenidade foram homenageadas 42 pessoas indicadas pelo Odungê.

Sessão Especial marca comemoração da Semana de Luta pelos Direitos das Pessoas com Deficiência

Sessão na Câmar
 A Câmara Municipal de Feira de Santana realizou nesta quinta-feira (28/09) sessão especial para comemorar a Semana Municipal de Luta pelos Direitos Humanos das Pessoas com Deficiência, atendendo Requerimento de nº 206/2017, de autoria do vereador Roberto Tourinho (PV). A Semana Municipal de Luta pelos Direitos Humanos das Pessoas com Deficiência foi instituída através da Lei nº 3257/2011.

A Mesa de Honra foi composta pelo vereador Isaias de Diogo (PSC), no exercício da Presidência da sessão; Pablo Roberto Gonçalves, secretário municipal de Prevenção à Violência; Hamilton Figueredo, presidente da Cromossomos 21; Edna Maria Amorim de Queiroz, presidente da APAE; Maria Gorete Carneiro Cerqueira, presidente do Conselho Municipal dos Deficientes; Maria Betania Kinet, relações públicas da Associação de Apoio à Pessoa com Câncer; Iracy Pereira de Andrade, representante da Associação de Pessoas com Deficiência Psicossocial e Pablo Almeida, presidente da Associação dos Surdos de Feira de Santana.
 
Na abertura da sessão, a vereadora Eremita Mota (PSDB), designada pelo autor da proposição, saudou os presentes, agradeceu à presença de todos e destacou a importância de quebrar tabus e assegurar os direitos das pessoas com deficiência. “Essas pessoas encontram muitas dificuldades nas ruas para se locomoverem, dentre outros transtornos encontrados na sociedade e ainda enfrentam o preconceito. A realidade é dura. As grandes barreiras a serem enfrentadas dizem respeito à garantia de direitos, à falta de acessibilidade, à intolerância e outras questões referentes à saúde e emprego. Respeitar os deficientes é ter o cuidado para que não sejam excluídos da sociedade”, destacou.
O presidente da Cromossomos 21, Hamilton Figueredo destacou a importância de garantir condições de trafegabilidade aos portadores de deficiência e pontuou a necessidade do ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras) nas escolas do Município. “Não podemos viver em uma cidade onde as pessoas não têm o direito de ir e vir. Precisamos preparar a cidade para todos. Quero sugerir a esta Casa a criação de Projeto de Lei para instituir na pré-escola e alfabetização das escolas da rede municipal o ensino da língua de sinais como ferramenta  de inclusão social”, pontuou.
 
A representante da Fundação Aprisco e conselheira do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, Mônica Santos Silva, convocou a sociedade a participar com trabalho voluntário da Fundação, ingressando em uma equipem que atua com amor, cuidado e respeito ao próximo.
 
Para Edna Maria Amorim de Queiroz, presidente da APAE, o Dia da Pessoa com Deficiência representa um chamado para a população atuar na defesa dos direitos desses cidadãos e promover inclusão social. Ela reivindicou à Casa a destinação de verba de subvenção para ajudar a manutenção e funcionamento das instituições de atendimento às pessoas com deficiência. “Estamos sempre buscando e solicitando que abracem a nossa causa, que conheçam o nosso trabalho. Todos nós deficientes precisamos de ajuda. Vocês não são obrigados, mas podem ajudar cada vez mais e fazer a diferença”, afirmou.
 
A presidente do Conselho Municipal dos Deficientes, Maria Gorette Carneiro Cerqueira, agradeceu aos vereadores pela atuação em defesa das pessoas com deficiência e explanou alguns avanços e desafios do Município no setor, como a criação do Conselho vinculado à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, que está completando 23 anos. “Feira de Santana é destaque na valorização da pessoa com deficiência, tendo em vista o volume de leis promulgadas, apesar de não serem todas cumpridas implicando no enfrentamento de dificuldades e barreiras. Continuaremos articulando para garantir os direitos de todos”, destacou.
A relações públicas da Associação de Apoio à Pessoa com Câncer, Maria Betania Kinet, solicitou a gratuidade no transporte coletivo do município para pacientes com câncer. “É cada vez mais crescente os municípios que reconhecem as limitações do portador de câncer e asseguram o transporte para deslocamento desses indivíduos. Está mais que na hora de Feira de Santana seguir esse exemplo e assegurar esse direito aos portadores de câncer que aqui residem”, finalizou.
 
Membro da Associação de Pessoas com Deficiência Psicossocial, Iracy Pereira de Andrade, abordou a falta de conhecimento da sociedade em torno da deficiência psicossocial. “É necessário e urgente aumentar o numero de profissionais que atuam no atendimento de pacientes com esse tipo de deficiência. As leis existem, mas precisam ser cumpridas. Segundo pesquisas recentes, até 2020, 80% da população terá alguma deficiência mental. Precisamos avançar”, disse.
O secretário municipal de Prevenção à Violência, Pablo Roberto, representando o prefeito José Ronaldo de Carvalho, revelou as dificuldades encontradas para assegurar os direitos das pessoas com deficiência e parabenizou o vereador Roberto Tourinho pelo engajamento na causa em defesa desses cidadãos e ao vereador João Bililiu pela aprovação do projeto de lei que cria o cadastro de pessoas desaparecidas. “Parabéns a todos aqueles que se dedicam ao cuidado dessas pessoas que precisam de uma atenção mais que especial. Sem a ajuda de todos vocês não conseguiríamos alcançar o patamar que já alcançamos”, parabenizou informando que foi o autor de indicação, através de projeto de resolução, pedindo a contratação de um interprete de libras para esta Casa.
 
Auriceia Moreira, presidente da Associação Mãos que Sonham, afirmou a necessidade de implantação da escola bilíngue em Feira de Santana para formação de estudantes surdos. “A maioria dos surdos de Feira de Santana, formados, não conseguem ser absorvidos de forma digna e adequada no mercado de trabalho. São profissionais formados em pedagogia atuando como empacotadores em supermercados”, finalizou.
 
O tesoureiro da União Baiana de Cegos, Francisco de Assis da Costa, pontuou o compromisso da instituição em colocar em prática as teorias aplicadas e reivindicou mais atenção do poder público com a área social. “Buscamos apoio para conseguirmos recursos para construção da sede própria da União. Que os vereadores se sensibilizem com a questão social dos cegos de Feira de Santana”, solicitou.
 
Reinaldo Maia, coordenador de Comunicação do Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência, pediu a criação da frente parlamentar da pessoa do Deficiência na Câmara Municipal de Feira de Santana, para garantir representação forte aos portadores de deficiência. “É uma semana de luta e nós precisamos ter nossos direitos garantidos. Mas, essa luta só será constante se o Poder Público abraçar nossa causa”, declarou.
 
O presidente da Associação dos Surdos de Feira de Santana, Pablo Almeida, lamentou as dificuldades enfrentadas pelos surdos no município. “O surdo ele precisa da garantia de seus direitos. Não tem acessibilidade, não tem interprete nos órgãos para o atendimento dessas pessoas impossibilitando a sua comunicação. O surdo precisa de atenção. Nas escolas, nas faculdades, eles não encontram ferramentas que viabilizem sua comunicação. Precisamos de intérpretes de libras na escolas, na justiça, nos órgãos públicos”, disse reivindicando mais atenção e providências das autoridades responsáveis.
O vereador Cadmiel Pereira (PSC) parabenizou a realização da sessão e convidou a sociedade para participar da Audiência Pública que será realizada no dia 06 de outubro no plenário da Câmara para discutir a Política Municipal de Saúde Mental, atendendo ao ofício da Comissão de Saúde e Desporto.