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MARCHA PARA JESUS

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domingo, 22 de abril de 2018

Os homens sem coração consolidam o arrocha na Micareta

Naldinho e Léo Rios
 Os homens sem coração, Naldinho e Léo Rios, entraram no circuito Maneca Ferreira para consolidar e mostrar para os descrentes que o arrocha romântico faz parte sim da Micareta de Feira de Santana. É asofrência arrastando sempre uma multidão de foliões pipoca, desde o primeiro dia da festa.

A dupla feirense fez sucesso com suas canções “Book Rosa”, “Agora Chora Malandro”, “Se eu não fosse fiel”, levando multidão ao delírio.
O carinho especial pela cidade fez a dupla proporcionar um show a altura da pipoca feirense. “Nós gastamos dinheiro para oferecer ao povo, um show de qualidade”, disse o cantor Léo Rios, que ganhou a vibração da multidão que seguia o trio.
Fotos: Valdenir Lima

Ricardo Chaves reestreia na Micareta

Ricardo Chaves
 Considerado o maior puxador de trio do Brasil nos anos 90 e 2000, Ricardo Chaves reestreou na Micareta de Feira de Santana neste último dia de folia momesca. Ele foi a segunda grande atração da noite deste domingo, 22.

Com um trio estilizado, o cantor baiano desfilou no circuito Maneca Ferreira cantando os sucessos que fizeram história nos carnavais. Aproveitou também para lançar novos hits.
Fotos: Sara Silva

Cerest fiscaliza 500 trabalhadores por dia na Micareta

Cerest fiscaliza
 Atuando atentamente na fiscalização dos funcionários de blocos e camarotes, o Centro de Referência a Saúde do Trabalhador (CEREST) tem realizado uma média de 500 inspeções/dia durante a Micareta. As principais inflações encontradas são a presença de trabalhadores sem equipamentos de proteção individual, como luvas, sapatos fechados e protetores auriculares, assim como o trabalho com extensão de horas no circuito sem alimentação.

Todas as notificações de irregularidades feitas antes, durante e após a festa, são encaminhadas para o Ministério Público do Trabalho, o órgão é o responsável por definir as infrações devidas para os casos.
 
“Percebemos que o fluxo muda, os trabalhadores mudam e a gente precisa fazer essas ações. Além disso, o número de camarotes aumentaram significativamente o que impacta também no número de fiscalizações”, relata a coordenadora do Cerest, Verena Liberal.
Mesmo com algumas irregularidades ainda encontradas, a coordenadora aponta que o trabalho constante do órgão trouxe resultados positivos. “Houve uma redução significativa de trabalhadores idosos, gestantes e crianças. Isso é resultado das ações que tem sido feitas desde 2009”, relata.
 
Este ano, o órgão atuou apenas um acidente de trabalho, onde a ocorrência envolveu uma fratura exposta da mão. “Podem ter outros acidentes que não chegaram ao nosso conhecimento. E por isso pedimos que os trabalhadores nos acionem em qualquer momento, tanto para tirar dúvidas sobre os seus direitos, como também no caso de alguma irregularidade”, ressalta.
 
Fotos: Sara Silva

Irreverente, bloco Tracajá levou fanfarra e samba de roda à avenida

Bloco Tracajá
 Pelo 15º ano, o irreverente Bloco Tracajá, resultado de uma mistura de tudo, mas com um profundo traço cultural, passou animadamente pelo Circuito Maneca Ferreira, com seus fieis e animados foliões.

São características marcantes dos “Tracajanos” a alegria, a disposição para se divertir e a capacidade de fazer humor sobre si mesmo. O diretor-presidente da agremiação, Reginaldo Pereira, costuma dizer que é o bloco do mundo.
Empurrados por uma fanfarra e grupos culturais – olhe ela aí, de samba de roda, os foliões não se importam com as opiniões um tanto injustas. Neste ano a rainha foi a cantora Kareen Mendes. O rei é o radialista Silvério Silva, o eterno.
 
Os grupos culturais Sambandeiras de Irará e a Associação Cultural Sinfonia de Pandeiros, do povoado de Bento Simões, também de Irará, foram as atrações do Tracajá neste ano.
Foto: Sara Silva

Rigor da revista inibe tentativa de folião entrar no Circuito Armado

 “Nunca vi um pente fino como esse”, disse a dona de casa Cláudia, depois de passar pela revista pessoal feita pela Polícia Militar, no acesso da avenida Presidente Dutra.

E o rigor na revista foi regra aplicada em todos os acessos ao Circuito Maneca Ferreira. “Estão pegando todos os tipos de instrumento que podem ser usados como arma”.  
 
Ela explicou que a frase não foi em tom de reclamação. “Muito pelo contrário. Esse serviço é muito importante porque inibe que pessoas armadas e com más intenções entre no circuito”.
A mesma opinião tem o marido dela, Neto. “A polícia está fazendo um trabalho excelente. Quem não gosta é porque gostaria de vir armado”. O casal estava acompanhado por dois filhos.
 
A revista está sendo rigorosa. Os policiais usam detector de metal e fazem a verificação física e visual nas bolsas e mochilas, tanto de homens e de mulheres.
 
Os policiais estão atentos nos carrinhos onde os comerciantes colocam balas e doces outros, pipocas e brinquedos. Usam o detector de metal e vasculham todos os espaços.
Facas de mesa e estiletes – até um cortador de unha que pode ser usado como arma - foram apreendidos com comerciantes. Eles alegaram que usariam os instrumentos no trabalho.
 
Foto: Sara Silva

Edson Gomes arrasta uma multidão na madrugada de domingo

Edson Gomes
 Os foliões não perderam por esperar o show de Edson Gomes, um dos mais esperados pelos regueiros na noite de sábado. Na verdade, o cantor cruzou a avenida já na madrugada de domingo e arrastou uma multidão que lotou os dois lados do Circuito Maneca Ferreira, num grande arrastão popular.

Edson Gomes mais uma vez provou o porquê de ser considerado um dos grandes cantores e compositores de reggae do país. E as músicas saíram uma atrás da outra. Sem nenhuma cerimônia, a batida do reggae tomou conta da avenida e transformou a apresentação numa das mais prestigiadas do terceiro dia de Micareta.
 
E ao lado é à frente do trio onde se apresentou, as pessoas se espremeram em todo o percurso. E não apenas acompanharam, mas cantaram junto com Edson Gomes. O cantor de letras fortes e contundentes, várias vezes invocou Jah, Deus para os rastafáris.
Dono de sucessos que mexem com a galera regueira ou não, como “Malandrinha”, “Fogo na Babilônia”, “Acorde, levante e lute”, “Camelô”, entre tantos outros com os quais os fãs se identificam, o cantor disse que a inspiração para as músicas é retirada no dia a dia.
 
Ele também disse que um dos antídotos para a violência, cada vez mais crescente, é uma boa música. E no menos sinal de alteração entre os foliões, interrompia a apresentação e fazia um discurso em favor da paz.
 
 
Washington Nery

Multidão invade avenida e participa de maratona de animação

Bacalhau na Vara
 Os foliões começaram a chegar cedo ao Circuito Maneca Ferreira, neste sábado. Depois de dois dias de festa sob chuva, o dia esteve nublado. E chegaram animados para mais uma maratona. Por volta das 15h a movimentação já era grande. À noite o circuito foi totalmente ocupado.

O sábado foi dia do Bacalhau na Vara, bloco mais antigo do que a Micareta, que levou uma multidão de foliões da antiga, mas que não perderam a alegria dançar, pular, se divertir. Como dona Antonieta, com seus 88 anos, que há décadas não perde um dia de festa.
E foi dia de grandes atrações, como a Chiclete com Banana, que apresentou aos feirenses o novo cantor da banda, Kill. Pela multidão que arrastou, está mais do que aprovado pelos chicleteiros. Além dos antigos sucessos, a banda teve um reencontro com o grande público, que a acompanhou do começo ao fim do circuito, como nos velhos tempos.
 
Os feirenses também reencontraram com o cantor Netinho, que depois de anos voltou à Micareta, depois de superar problemas de saúde que o afastaram dos palcos. E, para emoção dos fãs, ele cantou a sua e inesquecível “Mila” algumas vezes, bem como outros sucessos que não foram esquecidos pela massa.
Xandy e a Harmonia também levaram animação à multidão. O cantor mais uma vez comandou o bloco Lá Vem Elas, o mais antigo a desfilar na Micareta de Feira de Santana.  A Cheiro de Amor também relembrou antigos sucessos e apresentou músicas mais recentes. Foi um sábado para ser lembrado.
 
Foto: Sara Silva