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SÃO JOÃO DE FEIRA

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terça-feira, 11 de maio de 2021

Cinquenta por cento das lagoas em Feira de Santana foram destruídas nos últimos 30 anos

 

Lagoa Salgada

 De 120 lagoas, apenas 60 ainda existem em Feira de Santana. O número representa uma perca de 50% dos mananciais nos últimos 30 anos. A situação está atribuída à degradação ambiental, como aponta o monitoramento feito pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam). 

“As ocupações irregulares são ainda um dos grandes problemas enfrentados”, afirma o chefe do Departamento de Educação Ambiental, João Dias. Ele destaca que invadir área de proteção é crime, conforme a Lei Federal Nº 12.651 e também a Lei Complementar Nº120/2018, que estabelecem distâncias para as construções próximo à lagoas.
 
“As construções devem respeitar uma distância de trinta metros das lagoas. E, ainda assim, necessitam de autorização”, ressalta o chefe de Educação Ambiental.
Ele aponta que a ocupação indevida de APP (Área de Proteção Permanente) pode ser constatada nas lagoas Chico Maia (Mangabeira), Juca Campelo (avenida Sérgio Carneiro), da Pedreira (Conceição), Pindoba (Novo Horizonte), e da Taboa, no bairro Campo Limpo.
 
João Dias ainda acrescenta que é importante a conscientização de todos.
 
“Por mais que o poder público se esforce, sem a ajuda da sociedade a gente não consegue proteger os mananciais”.
 
MORTES DE PEIXES
Outro fator preocupante, segundo o chefe de Educação Ambiental, é a poluição das lagoas, sobretudo por conta do despejo de esgoto in natura, o que pode provocar a morte de peixes.
Somente este ano, três situações semelhantes ocorreram. Todas com suspeita de poluição. A mais recente ainda está em apuração pelos técnicos da Semmam.
 
“Iremos hoje [11] na Lagoa Grande analisar a situação, que possivelmente é motivada pela poluição, por isso reforço o pedido: cuidem dos mananciais, não joguem lixo, nem esgoto das lagoas”, enfatizou o ambientalista.

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