A literatura de cordel aumentou sua presença no Mercado de Arte Popular (MAP). Representada em folhetos do cordelista Jurivaldo Alves da Silva, que antes era restrita a duas bancas, ganhou um box que foi cedido pela Secretaria do Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico (Settdec), o que vai consolidar ainda mais esse gênero literário.
O Museu do Cordel está localizado em área nobre do MAP, mesmo local onde
funcionou o Espaço Literário da Academia Feirense de Letras. Jurivaldo
Alves diz que ainda está em fase de organização do local. Mas, já é
possível ver boa parte do seu acervo – ele possui cerca de cinco
exemplares.
“São cordéis raríssimos, que não vendo e não troco por nada”. Nessa
coleção ele reúne histórias de autores reconhecidos na literatura, como a
obra “A Donzela Teodora”, de Leandro Gomes de Barros, primeiro escritor
brasileiro de cordel. “Ele é considerado o patrono do cordel”, destaca
Julivaldo Alves.
O cordelista e folheteiro afirma que o espaço está de portas abertas
para outros escritores, sobretudo de Feira de Santana. “Bule Bule,
Zadir Marques Portos, Franklin Machado, entre tantos outros, têm portas
abertas aqui”, diz.
ESPAÇO DE DIVULGAÇÃO
Além disso, ele pretende receber no Museu do Cordel outros escritores
que queiram divulgar sua obra. Os cordelistas Oleone Coelho e José
Bezerra foram os primeiros convidados. Eles vieram a Feira de Santana,
nesta quarta-feira, 7, para apresentação dos livros “Lampião a Raposa da
Caatinga” e “Lampião na Bahia”, ambos de José Bezerra, e “Antônio
Conselheiro, Os Sertões e o Sertão de Sergipe”, de Oleone.
"São meus velhos amigos e duas autoridades da história do cangaço", disse o orgulhoso Jurivaldo Alves, informando que esses livros também estão à venda no local.
Folheiteiro |
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